Introdução
Tradições e Símbolos Pascais
Receitas para a Páscoa e Quaresma
As
Tradições e Símbolos Pascais
A Páscoa que
celebramos nos dias de hoje pouco ou nada tem a ver com a
que era inicialmente celebrada, tendo sido deturpada ao
longo do tempo, sobretudo com a introdução de inúmeros
rituais de origem pagã.
A palavra Páscoa tem origem no hebraico Peseach,
que significa passagem, transição. A Páscoa cristã é
ela própria uma adaptação das celebrações judaicas da
Páscoa, em que se celebra a libertação do povo Judeu e
a passagem do Egipto para a Terra Prometida através do
Mar Vermelho, chefiada por Moisés. Os primeiros
cristãos, sendo principalmente judeus que abraçaram a
nova religião, continuaram a celebrar a libertação do
povo judeu mas atribuíram-lhe um novo significado,
utilizando como mote um outro tipo de passagem - a da
morte para a vida, com a ressurreição de Jesus que, por
coincidência, teve lugar na altura em que os judeus
celebravam a sua Páscoa.
Da Páscoa cristã
ficaram-nos as seguintes tradições e símbolos:
- a Cruz da Ressurreição:
representa o sofrimento e a ressurreição de Jesus
Cristo.
- o Cordeiro: simboliza
Cristo, que é o filho e cordeiro de Deus, sacrificado em
prol de todo o rebanho (humanidade). Embora tido como
símbolo da Páscoa cristã, o cordeiro já era muito
importante na Páscoa judaica e nos cultos Teutónicos,
onde era frequente o sacrifício de animais aos deuses.
- Pão e Vinho: representando
o corpo e sangue de Jesus, o pão e o vinho são dados aos
seus discípulos, para celebrar a vida eterna.
- o Círio: vela de enorme
dimensão que se acende no sábado de Aleluia, que
simboliza "Cristo, a luz dos povos". Alfa e
Ômega nela gravadas querem dizer: "Deus é o
princípio e o fim de tudo".
A palavra
anglo-saxónica que significa Páscoa (Easter) tem origem
pagã: deriva de Eastre, o nome da deusa Teutónica
símbolo da primavera e da fertilidade, tradicionalmente
celebrada durante o mês de Abril.
Deste culto da natureza pelos antigos ficaram-nos
tradições como a dos ovos de Páscoa e do Coelhinho da
Páscoa. De facto, os coelhos simbolizam fertilidade e os
ovos coloridos vida renovada, um velho ciclo que termina
para dar lugar a outro que começa na Primavera.
Nos países de influência anglo-saxónica são muito
comuns os jogos com ovos coloridos, e a imagem dos
coelhinhos é uma constante durante todo o período de
celebração da Páscoa.
- Coelhinho
da Páscoa: esta tradição nasceu na Alemanha, há
muitos séculos, pelo que se dizia às crianças que os
coelhos levavam os ovos e os escondiam nas ervas. Na
manhã do dia de Páscoa as crianças tinham de procurar
os ovos escondidos pelos coelhinhos.
- Ovos da Páscoa: os ovos de
Páscoa são um costume típico de muitos países. Quer
sejam ovos de galinha pintados, tradicionais sobretudo na
Polónia e na Ucrânia, quer ovos de chocolate envoltos em
papel decorativo brilhante, recheados de amêndoas e
enfeitados com bonitas fitas, segundo os costumes mais
ocidentais, o que é certo é que os ovos fazem parte do
nosso imaginário pascal.
A
datação da Páscoa
Ao contrário do que
acontece com outros feriados e celebrações religiosas, a
Páscoa não tem uma data fixa. Assim, no Concílio de
Niceia (séc. IV d.C.) convencionou-se que a data da
Páscoa fosse calculada em função da lua, entre os dias
22 de Março e 25 de Abril. Deste modo, o domingo de
Páscoa é marcado para a primeira lua cheia depois do
início da Primavera. Sendo que a Primavera se inicia a 21
de Março, a lua cheia determina que a Semana Santa se
celebre entre 8 (Domingo de Ramos) e 15 de Abril (Domingo
de Páscoa).
Os quarenta dias que antecedem o Domingo de Páscoa
denominam-se Quaresma, que para os cristãos é um
período de oração, penitência e (alguma) abstinência,
embora hoje em dia em Portugal estas práticas não sejam
tão rigorosas como antigamente. A título de exemplo, no
passado, durante a Quaresma, havia a total proibição de
ingestão de alimentos de origem animal; nos dias de hoje,
e em apenas alguns lares, apenas se evita comer carne à
sexta-feira, enquanto dura a Quaresma.
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