A Volta ao Mundo do Natal com o Comezainas
Alemanha
O Estômago Gordo é o nome que os alemães dão à Véspera de Natal, pois acreditam que quem não comer bem naquela noite será atormentado por demónios durante o sono. Assim, a par das bolachinhas de gengibre com as mais variadas formas, os alemães festejam com pratos à base de porco, massas, saladas, enchidos e toda uma série de pratos que varia de região para região. Nas sobremesas de Natal alemãs não podem faltar o Massapão, bolinhos de especiarias, etc.
Áustria
O dia de São Nicolau marca o início do Natal para os Austríacos.
SanterKlausen (São Nicolau) aparece às crianças na companhia do próprio Diabo, e ambos as interrogam sobre o seu comportamento ao longo do ano.
O presépio surge a par da árvore de Natal, que é decorada com ornamentos e guloseimas. Por todo o lado são feitas representações do presépio e da viagem da Sagrada Família, e à meia noite do dia 24 de Dezembro tem lugar a Missa da Meia Noite. Na Áustria os dias 25 e 26 são Feriados Nacionais que servem para visitar a família e os vizinhos, sendo servidos pratos frios (charcutaria, queijos, pães) e as tradicionais bolachinhas e biscoitos de Natal -
Weihnachtsbaeckerei. A Áustria é ainda famosa por ser o país de origem de Franz Gruber, o compositor de "Noite Feliz", indispensável em qualquer Natal ocidental.
Austrália
O Natal Australiano é celebrado com temperaturas médias de 30ºC, o que torna as celebrações bastante diferentes das levadas a cabo no hemisfério norte. A ceia de Natal é normalmente composta por peru, fiambre e carne de porco. O pudim de ameixa flambé é absolutamente indispensável. É frequente celebrar nas praias, fazer piqueniques no campo, ou qualquer outra actividade ao ar livre. Os Cânticos à Luz das Velas, tradição iniciada em 1937, consistem na reunião de milhares de pessoas nas ruas de Melbourne para entoar cânticos de Natal. Milhares de velas acendem-se por todo o lado. A árvore de Natal dos australianos é diferente de todas as outras, uma vez que se trata de um arbusto nativo com pequenas folhas e flores encarnadas.
Brasil
O Natal no Brasil em pouco ou nada difere dos Natais Norte Americanos e Europeus: reúne-se a família de uma forma mais ou menos ligada à tradição religiosa, trocam-se presentes junto à árvore de Natal e a mesa costuma ser bastante farta. A única e grande diferença é mesmo o clima - em Dezembro no Brasil estamos no pico do Verão.
China
Os cristãos chineses iluminam as suas casas com lanternas de papel e decoram as suas árvores de natal (a que chamam Árvores de Luz) com muitas luzes, tiras e flores. Para as crianças o Pai Natal é Dun Che Lao Ren, que significa O Velhinho do Natal.
Cuba
Também em Cuba o Natal é uma festa da família, e uma vez que as famílias neste país costumam ser numerosas, a ceia de Natal é composta por um grande banquete, onde não podem faltar o porco assado, os
moros y cristianos (feijão preto com arroz branco, pão cubano, etc.),
tostones, frijoles con ron y miel, entre tantas iguarias de sabor exótico. Durante os dias que antecedem o Natal, as mulheres reúnem-se para preparar as sobremesas, que na cultura cubana são abundantes e variadas e entre as quais se contam os
buñuelos e o torrão. Os homens assam o porco no espeto e vão brindando com vinho, cerveja e cidra. O banquete de Natal, ao contrário do que acontece na grande maioria dos países, acontece antes da Missa do Galo. No dia de Natal festeja-se com peru recheado assado (Pavo Relleno com Congri) acompanhado dos insubstituíveis
moros y cristinanos. Tal como em Espanha, a troca de presentes é feita apenas a 6 de Janeiro.
Egipto
A principal igreja egípcia é a ortodoxa (Cóptica), pelo que o Natal é celebrado a 7 e não a 25 de Dezembro. O Natal é festejado durante quatro semanas e para cada uma delas é usual acender-se uma vela. Durante os 40 dias do Advento os egípcios jejuam, e na ceia de Natal, logo após a missa, não podem faltar o pão, o arroz, o alho e carne cozida. No dia de Natal é comum visitar os vizinhos e os parentes, a quem se oferece
Kaik, uma espécie de pãezinhos de Natal muito apreciada.
França
As celebrações natalícias francesas são menos pagãs do as de outras culturas europeias, pelo que o presépio (Crèche) ainda ocupa um lugar central nos lares franceses. Os presépios franceses são conhecidos pela quantidade e riqueza das figuras que os compõem. A noite de Natal é conhecida como
Réveillon e traduz-se numa ceia depois à Missa da Meia Noite, onde não pode faltar o Tronco de Natal (bolo típico com forma de tronco de árvore). As crianças recebem as prendas do Pai Natal, que viaja acompanhado de
Pre Fouettard, que avalia quem se portou bem durante o ano. Os adultos trocam presentes apenas no Ano Novo.
Grécia
A lenda do Pai Natal tem origem em São Nicolau, patrono dos marinheiros. Como tal, para os Gregos - povo intimamente ligado ao mar, o Natal reveste-se de uma importância extrema, sendo apenas superado pela Páscoa, celebração suprema para os Cristãos Ortodoxos. Na véspera de Natal as crianças Gregas percorrem as ruas entoando cânticos - as
Kalanda, e como recompensa recebem doces e frutos secos. Depois de 40 dias de jejum, crianças e adultos regozijam com a matança do porco, com deliciosos pratos acompanhados de
Christopsomo (pão de Cristo). Fundem-se os ritos cristãos e pagãos: não há árvore de Natal, mas em vez disso os gregos usam um recipiente de madeira (cheio de água) suspenso onde é pendurado um raminho de manjericão enrolado à volta de uma cruz de madeira. Todos os dias uma pessoa da família molha a cruz e com ela asperge a casa. Os gregos acreditam que a aspersão os purifica e protege do duende maligno
Killantzaroi. Apenas a 1 de Janeiro tem lugar a troca de prendas no Natal grego, altura em que tem lugar o ritual de renovação das águas e oferendas aos
Naiads, espíritos das nascentes e das águas.
Holanda
S. Nicolau (o santo que deu origem à lenda do Pai Natal) é conhecido entre os holandeses como
Sinterklaas. Para as crianças holandesas, Sinterklaas parte de Espanha no dia 5 de Dezembro e ruma até suas casas As crianças enchem os sapatos de feno e açúcar para o cavalo de
Sinterklaas e dele recebem em troca prendas, doces e frutos secos. Em certas aldeias holandesas são usados cornos de animais como instrumentos de sopro para afastar os maus espíritos e anunciar a vinda de Cristo.
Índia
Por altura do Natal os cristãos indianos decoram as mangueiras e as bananeiras e as suas casas com as folhas destas árvores. Em determinadas localidades são usadas lamparinas de óleo como acessórios decorativos natalícios, colocados nas beiradas dos telhados e as igrejas são decoradas com folhas de plantas tropicais e velas. É um Natal exótico, mas rigoroso em termos de respeito pelos rituais sagrados, pelo que tem lugar um extenso jejum. As maçãs em caramelo são uma sobremesa tipicamente natalícia.
Irão
É no Irão, antiga Pérsia, que se crê terem vivido os três Reis Magos. Hoje em dia os cristãos iranianos iniciam o seu jejum de produtos à base de carne no dia 1 de Dezembro, naquele que é conhecido como o Pequeno Jejum, por oposição ao jejum de 40 dias da Quaresma. Assim, depois da Missa de 25 de Dezembro tem lugar o Pequeno Banquete - o Grande Banquete tem lugar na Páscoa. O prato central do Pequeno Banquete é composto por um cozido de galinha denominado
harasa. Não há no Natal iraniano troca de prendas, mas as crianças vestem sempre roupas novas que orgulhosamente exibem no dia de Natal.
Iraque
Na véspera de Natal os cristãos iraquianos reúnem-se em família e uma das crianças lê em voz alta a história do nascimento de Jesus, enquanto que os restantes elementos da família escutam, segurando velas. Depois das leituras acende-se a lareira. Quando o fogo se apaga todos devem saltar três vezes sobre as cinzas e pedir um desejo. Durante a eucaristia de Natal o sacerdote, segurando a imagem de Jesus Menino abençoa uma pessoa que, tocando na que está ao seu lado, a abençoa e assim sucessivamente. É a Paz de Cristo para estes cristãos.
Iraque
Irlanda
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Nicarágua
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País de Gales
Polónia
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Roménia
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Venezuela
Receitas
de Natal